Amor Bege
Relacionamento bege é ok. Muitas vezes é necessário em nossas vidas. Digo isso por experiência própria, já aconteceu algumas vezes. Você se dá bem com a pessoa, gostam de muitas coisas em comum, ou pelo menos, dizem que gostam para agradar ao outro. Vão ao cineminha, dificilmente discutem e até a trepada é legal. Trepada não, em relacionamento bege no máximo se transa.O bege é uma cor legalzinha, meio curinga, Você usa, combina aqui, ali, mas ninguém pensa nele quando quer se destacar numa festa, ficar exuberante. Na verdade, temos que admitir que o bege é na verdade uma cor meio insossa. Você usa e tal, mas dificilmente compraria uma peça exclusiva bege. E não troca por mera conveniência.Ao mesmo tempo que relacionamentos beges trazem serenidade, paz e segurança, também nos fazem refletir: “é isso mesmo? Você sente falta de algo mais. Falo daquela faísca que dá um pequeno choque em nossos corpos. A gente não sente fome, mas também não lambe os beiços.Entretanto, relacionamentos beges cumprem uma boa função. Muitas vezes ajudam a curar uma ferida ainda não cicatrizada. Nos fazem sentirmos queridos, especiais para uma pessoa, elevam nossa auto-estima e nos levam a concluir que os relacionamentos saudáveis podem e devem ser acima de tudo leves.Muitos podem pensar que ter a sorte de um amor tranqüilo, leve e saudável pode bastar para nos realizarmos. Eu sou da turma do contra. Acho fundamental ter uma mulher parceira, equilibrada, independente, e que também não me encha o saco. Mas também quero alguém que me dê fissura no meio da tarde, que discorde de mim, que eu tenha medo de perdê-la, que me deixe levemente inseguro e que, sobretudo, me dê certos limites em determinadas circunstâncias. (leia-se, que saiba a hora e o motivo para encher o saco)Um dos sintomas mais comuns de relacionamentos beges é ausência do medo de perder seu (a) parceiro(a). É geralmente o cara fofo que todo mundo acha legal, interessante, bom partido, aquele que faria qualquer pessoa feliz, menos, justamente você.Em uma certa altura da vida quando estamos realmente maduros podemos refletir sobre o que é fundamental em um relacionamento para nos sentirmos realizados. Entretanto, a noção de realização não se enquadra na ciência exata. Para uns, o bege satisfaz, combina e não compromete. Prefiro um vermelho bordeaux, mesmo correndo o risco de errar.
Um comentário:
Sera realmente um desperdício investir numa relação que não faz você crescer, que não torna você uma pessoa mais consciente...mais inteira?
Na maioria das vezes, vivemos relacionamentos difíceis, que nos causam mais decepções e dores do que alegrias e satisfação. Mas, por algum motivo que nem nós entendemos, insistimos em manter essa relação.
Sabemos que nos faz mal, mas continuamos teimando tentar de novo, nos agarramos em palavras que não correspondem há realidade nem com as atitudes tomadas pela outra pessoa. E assim...confusos e perdidos neste desejo entre o amor que gostaríamos de viver e o que realmente estamos vivendo, não sabemos o que fazer!
Convencidos de que amamos a outra pessoa, nos enchemos de forças e coragem para lutar por ela. Mas logo, nos percebemos que não há reciprocidade, que a pessoa não está disposta a lutar, a tentar de verdade, a cumprir o que promete e, então, vemos nossas esperanças se diluírem e a nossa dor aumentar ainda mais...esmagando sentimentos e desejos. E neste momento, por mais que não queiramos, não conseguimos deixar de pensar...vale a pena continuar? Vale a pena insistir? Será que que isto e o fim?
Enfim, creio que a resposta não seja assim tao linear, ate porque não podemos prever o futuro. No entanto, esta é, sem dúvida, a hora de olhar para nós mesmos e nos respeitarmos, nos valorizarmos e, acima de tudo, nos amarmos. Assim ganharemos força e discernimento para descobrir a resposta certa: se vale a pena ou não!
Nessas horas temos que nos sentar conosco próprios e nos perguntar...sera que eu amo realmente esta pessoa? Se a resposta for não, então nem precisa continuar. Mas se for sim, então continue: tem dado o melhor de você para tentar salvar a relação? Depois, avalie: a pessoa amada está disposta a salvá-la também? As atitudes dela demonstram verdadeiro amor ou expressam indiferença, incompreensão e desrespeito?
E lembre-se sempre que um relacionamento se compõe de dois corações e nunca de apenas um! Que você se paixona pelas qualidades, mas no convívio você aprende a aceitar as diferenças...e isso é amor!!!
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